14 de julho de 2014

Ser bom ou ser o melhor?

Sempre achei que era mais importante ter um conhecimento vasto do que ser especialista numa determinada matéria. Apesar de deste modo nunca aprofundarmos suficientemente o nosso conhecimento, acredito que, sabendo um pouco de cada área, valorizamos mais o trabalho de outros e ganhamos uma maior sensibilidade a questões globais. Acredito também que, em certos trabalhos, o conhecimento alargado é mesmo essencial, como é o caso do jornalismo.

Porém,  em outras áreas,  como é a minha área de estudos, os empregadores estão à espera que te especializes num certo tema e que o desenvolvas até à exaustão,  para teres a remota possibilidade de trabalhar com isso. O problema é que, ao te especializares, perdes a visão geral da matéria, bem como a capacidade de solucionares problemas interdisciplinares.

Fico na dúvida então: é preferível ser bom a tudo ou ser o melhor nalguma coisa?

3 de julho de 2014

Porque é que a vida não tem banda sonora?

Sabem aqueles momentos em que ouvem uma música e, de repente, "viajam" para um lugar ou momento especial? Ou então aquelas situações em se lembram de uma música que seria perfeita para representar o vosso estado de espírito?
Pois, nesses momentos, gostava que a minha vida fosse como um filme, com um sonoplasta sempre a postos para embelezar o meu dia com uma música perfeita... Acabavam-se logo os dias monótonos e aborrecidos, para dar lugar a um musical único e imprevisível!

Tenho várias músicas que me acompanham desde há algum tempo, por me fazerem lembrar momentos especiais. E vocês, têm alguma música especial? Partilhem...
Eu vou partilhar esta com vocês...



22 de junho de 2014

Se fosses uma parte do corpo, qual serias?

Para quem não sabe, eu sou católica. Mas não,  não é sobre isso especificamente que venho escrever hoje, isto era só para contextualizar a cena seguinte.
Estava eu na missa a ouvir o Padre a falar sobre uma passagem da Bíblia em que a Igreja é comparada a um corpo, pois possui vários membros com diferentes funções, nenhuma mais importante que a outra, quando me pus a pensar... Que parte do corpo sou eu para o mundo, neste momento?

Ora, como seria de esperar, aqui a idiota (leia-se: pessoa com muitas ideias) da Joana lembrou-se logo de uma parte do corpo que encaixa mesmo bem no seu perfil socioeconómicocultural. Eu sou... rufem os tambores...

... o apêndice!

Vejam bem: não trabalho, não sei qual é a razão da minha existência,  com as minhas variadas maleitas só dou é lucro a médicos e prejuízo ao meu bolso, sinto que não me encaixo no corpo (isto é,  na sociedade actual) e, ao contrário de outros membros/órgãos que andam aos pares, eu não creio que exista outra entidade igual a mim...
Podem já parar de pensar que estou a entrar em depressão ou coisa do género. Ao contrário de outros membros, eu sou optimista, não vou achar que é o fim do mundo por ser um órgão acessório... Até porque, sendo o apêndice um órgão vestigial, serve para mostrar que já houve tempos em que eu servia para alguma coisa importante...

21 de junho de 2014

Anotação rápida #4

Hoje estou com a sensação que é domingo... Porquê? Porque desde meio de Fevereiro tenho estado a tirar um curso ao sábado, mas o curso terminou na semana passada,  logo hoje estou em casa...

Já vos aconteceu, nas férias, feriados ou folgas perderem a noção de que dia da semana é? A mim acontece-me muito nos dias a seguir a feriados...

O que é certo é que apesar de não estar a trabalhar, durante a semana tenho arranjado sempre coisas para fazer (quanto mais não seja procurar emprego), mas já não estou habituada a programar coisas para um sábado... Por isso cá estou, sem nada para fazer, sem sítio para ir, tão aborrecida que até me deu para vir para aqui escrever...


16 de junho de 2014

Mundial e FIFA: os dois lados da moeda...

Bem, parece que não vou conseguir fugir ao tema mais falado do momento... pois, estou a falar do Mundial.

Ora, andava eu a vaguear pela internet quando descobri um vídeo de um talk-show americano apresentado por um comediante britânico, que falava sobre a FIFA e o Mundial de Futebol 2014.

Fiquei a saber algumas coisas que me deixaram estupefacta e, por isso, achei que deveria partilhar com vocês.
 
No vídeo, o apresentador fala de como o Mundial o deixa com uma mistura de sentimentos, pois apesar de todos os problemas envolvendo a FIFA e o campeonato do mundo, ele não deixa de ansiar por esta competição...

Só tem um problema: o vídeo está em inglês e não tem legendas, por isso se não perceberem muito bem peçam ajuda aos amigos/colegas/afins...



20 de maio de 2014

Químico vs. Natural - A visão de uma entendida (espero eu...)

 Se há momento que me irrrrrrrita (sim, irrita-me mesmo, com estes erres todos) é quando as pessoas dizem coisas deste género:
“Ah, e tal, este produto é muito bom porque não tem químicos!”

O quê?! Não tem químicos? Então é feito de quê? De vácuo?! De ar não pode ser, porque até o ar tem químicos... não sabiam? Então, se calhar, o vosso problema é a definição de químicos...

O açúcar é um químico, o sal é um químico, até a água é um químico (ou uma mistura deles)...



Vamos lá tirar a carga negativa a esta palavra, porque ela não merece... Querem falar de compostos preparados em laboratório e não sabem como? Chamem-lhes compostos sintéticos ou artificiais, ou até compostos preparados quimicamente, mas por favor não lhes chamem químicos.

Ah, e outra coisa: lá porque um composto é de origem natural, não implica necessariamente que seja benéfico... Muitos dos antibióticos usados actualmente, sendo produtos químicos sintetizados em laboratório, são cópias de compostos existentes na natureza, e por isso, podem considerar-se de origem natural... e, no entanto, todos sabemos o que o uso excessivo de antibióticos pode provocar no nosso organismo...

Pensem nisso...

quí·mi·co

adjectivo
1. Da química ou a ela relativo.

2. Preparado quimicamente.

substantivo masculino
3. Aquele que é versado em química.

"químico", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/qu%C3%ADmico [consultado em 20-05-2014].

29 de abril de 2014

Vamos falar de recordes...

Alguém me sabe explicar a fixação que o povo português tem por estabelecer recordes? Será esta uma necessidade de afirmação? Será um complexo de inferioridade? A sério, não compreendo o porquê deste desejo de ser "o mais", "o maior", em coisas tão ridículas como o tamanho de um castelo insuflável ou o número de colorações de cabelo em 24 horas.

E depois, há aquele interesse desesperado em bater recordes gastronómicos. Só para ficarem com uma ideia, temos:
 - etc...

Claro que, depois de uma boa refeição, tínhamos de criar um recorde para o maior Caixote do Lixo do Mundo no maior Picnic do Mundo e para o maior número de pratos lavados com 1 litro de detergente...

Sabem quais são outros recordes que somos mesmo bons a bater em Portugal? O aumento da taxa de desemprego... o prejuízo dos bancos portugueses... o crescimento da taxa de emigração... e mais não digo...

PS: acho que bati o meu recorde pessoal de número de hiperligações num post deste blog...