3 de outubro de 2014

Cenas da vida de uma lojista #2

Tema do dia: pessoas que acham que vestem o 30 mas que na verdade vestem o 38. Sim, vou pôr o dedo na ferida e falar da relação que as pessoas, principalmente as mulheres, têm com o número que vestem.

É certo que o número da roupa que se usa pode variar de marca para marca ou até de modelo para modelo, mas quando a diferença entre o real e o imaginário são 8 tamanhos, a situação torna-se embaraçosa.

E quando eu digo embaraçosa, não estou a referir-me ao facto de certos clientes usarem números grandes! Cada um vive com o que tem e não tem de se envergonhar com isso. Estou a falar daquelas pessoas que, literalmente, se espremem para caberem num tamanho inferior por terem medo do estigma do "número grande"; daquelas que nós vemos perfeitamente que vestem no mínimo o 34 mas que insistem que vão caber num 30 porque "perderam uns quilinhos".

Deixem-se de dramas e assumam o que são! Eu dou mais valor a um cliente que me diga sem rodeios que é um 38 do que um que me obrigue a ir buscar 5 tamanhos diferentes até chegar ao certo...

18 de setembro de 2014

Um por todos e todos por um...?

Vocês por acaso já viram os desenhos animados que passam hoje em dia na televisão? Medo...
É que parece que estamos a "estupidificar" as crianças com conversas demasiado infantis e sem qualquer sentido, dando-lhes uma ideia completamente absurda do mundo real!

Eu sou do tempo da Rua Sésamo, um programa com lógica, bem estruturado, com personagens interessantes e histórias educativas. Não uma treta politicamente correcta e sem qualquer consistência!

E, no entanto, hoje em dia em certos países, os episódios do nosso tempo da Rua Sésamo são catalogados como não apropriados para crianças... Sabem o que não é apropriado para as crianças? Coisas que não lhes puxam pela cabeça e não lhes fazem crescer neurónios em vez de espaço vazio...

E não me venham com histórias de que por termos visto desenhos animados demasiado violentos, sofremos um aumento da nossa carga agressiva... Eu vi desde Tom&Jerry, Bip Bip e Looney Tunes até às Tartarugas Ninja, aos Power Rangers e ao Dragon Ball, e nunca me considerei uma pessoa violenta.

Enfim, espero seriamente estar errada, mas que geração é esta que estamos a criar?

PS: Já falei de alguns, mas se quiserem partilhar um desenho animado que vos tenha marcado, força :) eu escolho... Babar!

PS2: Escolhi uma música especial para acompanhar este post... Porquê? Olha, porque sim :)

PS3: Acho que isto começou tudo a ficar estragado com os Teletubbies...

17 de setembro de 2014

É mesmo à portuguesa #5

                                                Do arco da velha
Por volta do século XIX, a expressão "arco da velha" servia para descrever o arco-íris, algo que já não é tão comum nos dias de hoje. Uma das explicações por trás dessa expressão é a de que essa denominação foi criada graças à história bíblica de Noé, quando depois do dilúvio, Deus criou o arco-irís para demonstrar a sua aliança com o ser humano e para dizer que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. Assim, na expressão "do arco da velha", o termo "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o Homem. Por esse motivo o arco-irís também é conhecido como arco-da-aliança.

Uma explicação alternativa para a origem desta expressão é que originalmente ela seria "arca da velha" e não "arco da velha". Isto porque senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas.

11 de setembro de 2014

Cenas da vida de uma lojista #1

(espero que seja uma rúbrica a manter...)

Qual é a cena das pessoas que, ao passarem na entrada de uma loja, fazem disparar o alarme e acham que, por isso, não podem entrar nessa loja?

A sério, não percebo... Estão a entrar, ninguém vai pensar que andaram a roubar, ou coisa que o valha!

E mesmo depois de lhes dizermos "Não tem problema, entre à vontade", as pessoas decidem passar mais dez vezes na porta para ver se são mesmo elas que estão a apitar! Parece que a atenção que receberam no primeiro apito estridente e irritante não foi suficiente...

Ah, e no fim, quando se vão embora, nós já estamos à espera que o alarme dispare, mas mesmo assim, voltamos a ter o vaivém de saídas e entradas... Não chegou a primeira vez?!

1 de setembro de 2014

Porque é que tudo o que é à borla é bom?

Não devo ter sido só eu a reparar, mas corre no sangue dos portugueses uma necessidade insaciável de adquirir produtos ou serviços a custo zero, mesmo que estes sejam completamente inúteis...

É que começa alguém a distribuir brindes no meio da rua e, de repente, temos um flashmob de atropelos e encontrões! É vê-los a esconder os brindes e a dizer "olhe, a mim ainda não me deu nada...", ou a mandar lá o filho/namorado/primo/amigo/etc. pedir mais, ou mesmo a ter a lata de dizer "pode arranjar-me mais um? é para a minha vizinha que não pode andar até aqui..."!

Já para não falar das fantásticas promoções em que, por exemplo, se levar 20 embalagens (em vez das duas que precisa) oferecem-lhe uma  fantástica caixa!... que possivelmente num supermercado deve custar menos de 1euro...

Então e concertos/espectáculos/filmes grátis? É que, de repente, a cultura passa a ser muito mais importante na nossa sociedade...

Já para não falar de locais com wi-fi livre... Parece que, naquele momento, todos têm qualquer coisa para ver na internet!

Enfim, contra mim falo, porque se há coisa que tenho é sangue bem português, e já corri atrás de algumas borlas... mas, a sério, donde vem este nosso hábito tão sem sentido? Alguém me explica?

1 de agosto de 2014

A saga das salsichas continua...

Hoje é um post curtinho...
Lembram-se de eu ter falado sobre a lata de salsichas da Nobre que, em vez de 6, tinha 5 salsichas e meia? (http://tenho1duvida.blogspot.pt/2014/04/anotacao-rapida-3.html) Pois bem, acabei de abrir uma lata de salsichas da Sicasal que, em vez de 8, tinha 9 salsichas... Meus amigos, isto é o Universo a retribuir!
Ah, e já agora: Nobre, já foste...

30 de julho de 2014

Tenho mesmo, mesmo, mesmo de cortar o cabelo? (o antes e o depois)

Pois é, caros leitores, aqui a  je estava na indecisão sobre como resolver um sério problema capilar, que consistia no enfraquecimento da raiz dos cabelos devido ao longo comprimento com que se encontravam... Os meus cabelos estavam a ganhar vida própria: era vê-los espalhados na almofada, na banheira, no chão, na roupa... em todo o lado menos na cabeça!

Dadas as proporções atingidas, decidi quebrar o jejum de 8 anos (durante os quais apenas fui cortando pontas estragadas e acertando o penteado escadeado) e cortar a sério o meu adorado cabelo longo. Não, não ficou curtinho porque quando o tenho acima do nível dos ombros, é impossível de o domar... Mas para mim, foi um duro golpe... de tesoura!

Aqui está o antes e o depois... Ignorem a minha expressão facial, foram momentos tensos vividos naquele cabeleireiro!

À ESQUERDA, O ANTES, com cabelo longo e desalinhado e cara de "Oh meu Deus, será que ainda dá tempo para fugir?"

À DIREITA, O DEPOIS, com cabelo de tamanho médio, arranjadinho e cara de "É agora que eu vou conquistar o mundo!" (ou então não...)

Digam de vossa justiça... não que ainda haja alguma coisa a fazer, não é?