21 de julho de 2016

As motas agora são um transporte prioritário?



Este é um tema com o qual possivelmente muitos de vocês já se debateram várias vezes. No entanto, uma vez que só comecei a conduzir com frequência diária há relativamente pouco tempo, só agora me deparei com esta situação.

 Do que estou a falar? Da mentalidade de certos motociclistas que acham que o facto de terem um veículo de duas rodas lhes dá o direito de achar que a estrada é toda deles. Sim, eu sei que uma das ideias de ter uma mota é poderes escapar ao trânsito. Mas amigos, há regras a cumprir!

No outro dia, fui ultrapassada por uma mota pela direita. Este condutor utilizou o espaço de uma paragem de autocarro para fazer esta manobra, fazendo-me passar um mau bocado quando a vi aparecer vinda do nada e meter-se à minha frente de repente. Queres ter um acidente? Porque é assim que vais ter um acidente!

 E vocês, já tiveram alguma má experiência com motas?

17 de julho de 2016

Encontros imediatos num corredor...




Vamos criar aqui uma situação:
Chegas de manhã ao trabalho e encontras algum colega de outro andar/edifício/departamento (aquela pessoa com quem não estás o dia todo) e dizes “Bom dia!” outro cumprimento mais elaborado.
Algumas horas depois, voltas a cruzar-te com essa pessoa num corredor. O que fazer?

Opções:
- Dizer novamente “Bom dia! / Boa tarde!” parece estar fora de questão, pois pode deixar a outra pessoa a pensar “Este aqui já não se lembra que me viu há bocado!”.
- Não dizer nada pode fazer-te passar por mal-educado. É só um conselho.
- Podes sempre optar pela piadinha desbloqueadora de conversa, mas chega ao ponto em que vais parecer o palhaço lá do sítio…
- Eu por vezes opto por um sorriso silencioso, mas fico sempre a achar que devia ter dito qualquer coisa.

O que fariam vocês?

14 de julho de 2016

Porque é que certas pessoas me levam demasiado a sério?


Ao contrário do que alguns (muitos) pensam, eu não sou uma pessoa muito séria. Não sou carrancuda nem mal disposta, nem uma pessoa sem sentido de humor (pelo contrário!).
A minha forma de reagir a algo engraçado não é tão efusiva como um LOL (laughing out loud) mas mais como um LSQ (laughing softly and quietly; sim, acabei de inventar…), mas isso não significa que não ache graça à piada; simplesmente tenho uma maneira diferente de o expressar. Além disso, o meu humor sempre se virou mais para o lado da piada dita “inteligente”, que te dá para pensar antes de te dar para rir.


Por esse motivo, há quem me leve demasiado a sério. Há quem diga que eu não acho graça a nada. Há quem diga que eu devia ser mais descontraída. Há até quem, na altura dos meus 15-17 anos, me tenha chamado “cota” por eu não ter essas reacções exuberantes e ruidosas típicas de adolescente, em certas situações.

“Ora, e qual o problema?”, perguntam vocês, “É bom ser levado a sério, darem-te ouvidos e mostrares que és dona da tua vida”.
Pois, mas passa-se o seguinte: já não posso usar da minha mais apurada ironia, que todos pensam que estou a falar a sério; não posso fazer qualquer comentário mordaz sem que vejam nele segundas intenções; inclusivamente, sei que já deixaram de ter conversas banais comigo porque acham que eu vou ser arrogante ou superior ou lá o que acham que sou.

Enfim, passei a minha vida toda a tentar adaptar-me aos outros porque era “fora do padrão”, mas tudo tem um limite. Eu sou eu, com todas estas particularidades (chamar-lhe defeitos seria muito forte), e se deixei de interagir mais proximamente com alguém por causa disto, então é porque essa pessoa não me compreendeu, e a vida andou para a frente.

E vocês, acham que ser levado a sério pelos outros é bom ou mau?


PS: Não, não vou fazer um discurso sobre porque é que não escrevo há tanto tempo. Simplesmente não me apeteceu. E eu sou uma pessoa de “apeteceres” :P

22 de fevereiro de 2015

Qual é o pior dia para celebrar um aniversário?

Nos últimos dias, uma dúvida tem pairado no meu pensamento irrequieto: qual será o pior dia para celebrar um aniversário?

Ao partilhar esta questão com várias pessoas, conclui que a resposta mais recorrente era o dia de Natal. Porque nunca tens uma festa só tua, porque queres celebrar com amigos mas eles estão a passar o dia com a família, porque recebes só uma prenda em vez de duas... enfim, são inúmeras explicações...

Eu, porém, lembrei-me de outras datas. Por exemplo, o dia de Ano Novo. Se nasceste no dia 1 de Janeiro, até podes pensar em fazer a festa no dia 31 de Dezembro e comemorar no momento da passagem de ano... mas assim nunca vais saber se as pessoas que estão contigo estão a celebrar o teu aiversário ou o início de mais um ano... Já se preferires fazer a festa no dia 1, corres o risco de ter por companhia um grupo de pessoas ensonadas, seja de cansaço ou de ressaca...

O outro dia que me ocorreu só é mau para alguns: é o dia dos Namorados. Se estiveres solteiro e os teus amigos nem por isso, é quase certo que vais ter de fazer a festa noutro dia...

Existem ainda outras datas que não são muito boas em certos contextos, por exemplo, aquelas pessoas que, volta não volta, fazem anos na semana da Páscoa ou do Carnaval; ou aqueles que, como eu, fazem anos em altura de testes/exames e que durante uns bons anos de estudo tiveram de lidar com a frustração de não poderem ter um dia "de folga" para festejarem (esses pelo menos podem vingar-se quando começam a trabalhar).

E vocês, gostam do dia que vos calhou na rifa, ou preferiam ter nascido noutro dia?

3 de outubro de 2014

Cenas da vida de uma lojista #2

Tema do dia: pessoas que acham que vestem o 30 mas que na verdade vestem o 38. Sim, vou pôr o dedo na ferida e falar da relação que as pessoas, principalmente as mulheres, têm com o número que vestem.

É certo que o número da roupa que se usa pode variar de marca para marca ou até de modelo para modelo, mas quando a diferença entre o real e o imaginário são 8 tamanhos, a situação torna-se embaraçosa.

E quando eu digo embaraçosa, não estou a referir-me ao facto de certos clientes usarem números grandes! Cada um vive com o que tem e não tem de se envergonhar com isso. Estou a falar daquelas pessoas que, literalmente, se espremem para caberem num tamanho inferior por terem medo do estigma do "número grande"; daquelas que nós vemos perfeitamente que vestem no mínimo o 34 mas que insistem que vão caber num 30 porque "perderam uns quilinhos".

Deixem-se de dramas e assumam o que são! Eu dou mais valor a um cliente que me diga sem rodeios que é um 38 do que um que me obrigue a ir buscar 5 tamanhos diferentes até chegar ao certo...

18 de setembro de 2014

Um por todos e todos por um...?

Vocês por acaso já viram os desenhos animados que passam hoje em dia na televisão? Medo...
É que parece que estamos a "estupidificar" as crianças com conversas demasiado infantis e sem qualquer sentido, dando-lhes uma ideia completamente absurda do mundo real!

Eu sou do tempo da Rua Sésamo, um programa com lógica, bem estruturado, com personagens interessantes e histórias educativas. Não uma treta politicamente correcta e sem qualquer consistência!

E, no entanto, hoje em dia em certos países, os episódios do nosso tempo da Rua Sésamo são catalogados como não apropriados para crianças... Sabem o que não é apropriado para as crianças? Coisas que não lhes puxam pela cabeça e não lhes fazem crescer neurónios em vez de espaço vazio...

E não me venham com histórias de que por termos visto desenhos animados demasiado violentos, sofremos um aumento da nossa carga agressiva... Eu vi desde Tom&Jerry, Bip Bip e Looney Tunes até às Tartarugas Ninja, aos Power Rangers e ao Dragon Ball, e nunca me considerei uma pessoa violenta.

Enfim, espero seriamente estar errada, mas que geração é esta que estamos a criar?

PS: Já falei de alguns, mas se quiserem partilhar um desenho animado que vos tenha marcado, força :) eu escolho... Babar!

PS2: Escolhi uma música especial para acompanhar este post... Porquê? Olha, porque sim :)

PS3: Acho que isto começou tudo a ficar estragado com os Teletubbies...

17 de setembro de 2014

É mesmo à portuguesa #5

                                                Do arco da velha
Por volta do século XIX, a expressão "arco da velha" servia para descrever o arco-íris, algo que já não é tão comum nos dias de hoje. Uma das explicações por trás dessa expressão é a de que essa denominação foi criada graças à história bíblica de Noé, quando depois do dilúvio, Deus criou o arco-irís para demonstrar a sua aliança com o ser humano e para dizer que não voltaria a enviar outro dilúvio dessa magnitude. Assim, na expressão "do arco da velha", o termo "velha" representa a velha aliança que Deus formou com o Homem. Por esse motivo o arco-irís também é conhecido como arco-da-aliança.

Uma explicação alternativa para a origem desta expressão é que originalmente ela seria "arca da velha" e não "arco da velha". Isto porque senhoras de certa idade tinham o hábito de guardar coisas incríveis e espantosas nas suas arcas.