16 de abril de 2013

Como será a moda daqui a 100 anos?

Eu não percebo muito de moda (e quem diz moda, diz design), mas sempre foi uma área que me fascinou... Principalmente pelo facto de haver alguém que "dita as regras" e de todos as seguirem como cordeirinhos, sem perceberem que alguma peças ficam melhor em certos formatos de corpo.

Nunca me virei para esse lado e, no entanto, acho que sei conjugar peças e acessórios melhor do que muita gente... Posso pecar pela simplicidade, mas pelo menos não peco pelo choque visual!

Ora, a moda que eu venho aqui falar não é a que se desenvolve na alta costura, mas sim da que se vê nas ruas... Dizem que o modo de vestir dos nossos avós é parecido com o que eles usavam com a nossa idade mas mais descontraído, logo, o que usamos hoje terá uma grande influência no que iremos usar com a idade deles...

Medo... muito medo...

Se hoje em dia é só calças descaídas, pneuzinhos à mostra, decotes profundos, cor-de laranja com rosa choque, ténis com salto alto, camisolas a fazer de vestidos e calções a mostrar a nádega, então acho que no futuro vou ser uma senhora muuuuuito conservadora...

11 de abril de 2013

É mesmo à portuguesa #2

Confundir/misturar alhos com bugalhos

Para quem não sabe, um bugalho é uma excrescência de forma arredondada que se forma em algumas árvores (carvalhos, sobreiros e azinheiras) na sequência do depósito, num dos seus ramos, de uma larva de vespa. A vespa desenvolve-se e alimenta-se no interior do bugalho, onde passa por todas as fases da sua metamorfose. A rima de alho com bugalho e a possível semelhança entre as duas coisas terá motivado essa expressão, que significa confundir ou trocar coisas semelhantes.


Curiosidades: 
1) em Portugal era frequente as crianças utilizarem bugalhos como berlindes;
2) os bugalhos têm sido utilizados na produção de tinta desde o tempo do Império Romano.

 

8 de abril de 2013

E se eu não tiver experiência profissional?

Não sei se diga que estou desempregada, se diga que estou à procura de emprego, uma vez que nunca trabalhei a sério... quer dizer, estive 1 ano com uma bolsa de investigação, se quiserem considerar isso um trabalho... também trabalhei nas férias há uns bons anos atrás, mas onde isso já vai...

Enfim, ando à procura de trabalho e tem sido complicado. Na minha área de estudos (química), não se encontram muitos anúncios por aí... a não ser para dar explicações, ahhh, isso é às resmas! O problema é que eu não me dou muito bem como professora, acho que não tenho muita paciência... talvez isso venha com a idade...

Como eu estava a dizer, agora que procuro trabalho, os anúncios não abundam, e os que ainda vou apanhando na internet ou nos jornais, dão a ideia que procuram pessoas com dois doutoramentos, um mínimo de 3 anos de experiência numa área específica, que saibam falar 4 línguas, que façam exercício físico regular, que tenham um talento escondido, tipo cantar ou representar, que queiram passar a vida a viajar, que gostem de trabalhar até às quinhentas e, vejam bem, que mesmo assim tenham uma vida social!!! Ora, quem queremos nós enganar? Com o tempo todo que teríamos de investir para termos um currículo destes, ter uma vida social... só se fosse pelo Facebook!!

Antigamente, os patrões preferiam pessoas que não tivessem tido experiência noutros locais... Eram trabalhadores mais atentos, mais dedicados, não traziam hábitos/manias de outros empregos e eram mais fáceis de moldar... Agora não, querem pessoas que já saibam fazer o trabalho, para que eles não precisem de se dar ao trabalho de explicar...

Não tenho experiência profissional porque não arranjo trabalho e não arranjo trabalho porque não tenho experiência profissional.

Acho que vou para dona de casa...

4 de abril de 2013

É mesmo à portuguesa! #1

Esta rúbrica tem como objectivo explicar o porquê de certas expressões e hábitos portugueses (e quem sabe, estrangeiros, se um dia o blog se internacionalizar!) e destina-se à população em geral, focando-se em especial numa certa pessoa que tem muitas dúvidas... ou seja, eu...

Cá vai a primeira...

Pensar na morte da bezerra
Tem origem nas tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados a Deus como forma de redenção dos pecados. Conta-se que, certa vez, um rei resolveu sacrificar uma bezerra e que o seu filho menor, que tinha um grande carinho pelo animal, se opôs ao sacrifício. Independentemente disso, a bezerra foi oferecida aos céus e afirma-se que o rapaz passou o resto da sua vida a pensar na morte da bezerra. Assim, "pensar na morte da bezerra” significa estar distante, pensativo, alheio a tudo.

 
Até se aprende por aqui, hã?

2 de abril de 2013

Porque é que o mundo é tão negativo?

Conversa de elevador (ou escada, para prédios mais antigos... ou de portão, para vivendas... enfim, vocês perceberam a ideia):

- Então vizinho, como está?
- Vai-se andando...
- Tem de ser, não é?
- Pois...
- Então e a família?
- Cá vai indo, uns melhor outros pior...
- Está difícil para todos...
- Pois... olhe, é a crise!
- E o desemprego não ajuda...
- Pois é, a afilhada do tio da minha mulher ficou agora no desemprego, com 2 filhos para criar...
- Pois... É preciso é ter saúde, porque os medicamentos estão sempre a aumentar!
- Ah, não me diga nada... Tenho andado tão aflito das minhas costas...
- E eu dos meus joelhos... acho até que amanhã vai chover...
- Acha? Temos tido tanta chuva... já não há Primavera, agora é do Inverno chuvoso para o Verão quente demais...
- E depois lá se vai a agricultura e temos de importar tudo... Faz ideia a quanto vai ficar a batata agora?
- Isto a culpa é do Governo... e da Troika... se ao menos dessem uma ajudinha...
- Hum...
- E agora até dava muito jeito, porque a minha filha está grávida...
- Então a sua filha vai ter um bebé e você não dizia nada??


Tirem as vossas conclusões... Não estou a dizer que os problemas não existam... mas temos de estar sempre a falar neles?...

17 de março de 2013

Se não tens nada... é porque tens tudo? (já dizia a outra...)

Pois é, cá voltamos nós aos caprichos da lingua portuguesa... E desta vez, com uma expressão que, de tanto uso, nem nos apercebemos do absurdo que ela contém!

Não ter nada, não fazer nada, não estar a pensar em nada... Não há aqui qualquer coisa contraditória?

Avaliando palavra a palavra a primeira expressão: se retirarmos a negativa, ficamos com "ter nada", que se pode reescrever como "nada ter" de forma a tornar a expressão mais compreensível... Ora, aplicando a negativa, até uma criança poderia dizer que ficaríamos com "ter tudo" (ou com "ter algo", se não quisermos ir para o extremo oposto). Logo, se "ter nada" é não possuir qualquer coisa, então "não ter nada" deveria significar possuir tudo, ou pelo menos alguma coisa...

Mas, afinal, em que pé ficamos? (mais uma expressão à portuguesa...) Da próxima vez que me perguntarem o que estou a fazer, o que respondo?
- "Estou a fazer nada."
- "Não estou a fazer coisa alguma!"
- "Estou a olhar para o nabal a ver se dá grelos..." (conheciam esta?)
- "E ires chatear outra, não?!"

Fico à espera da vossa opinião. Vá lá, só um comentariozinho...

8 de março de 2013

Porque é que é tão difícil encontrar a prenda ideal?

Quantas vezes me deparo com esta questão... E parece que quanto mais próximas são as pessoas, mais árdua é esta tarefa...

Não sendo uma pessoa que julga o valor das prendas pelos €€ que nelas vejo, mas sim pela sua utilidade ou valor sentimental, tenho muita dificuldade em encontrar prendas perfeitas. Acho sempre que não vai ser útil... ou que é útil mas não simboliza a minha relação com a pessoa, ou que até tem valor sentimental mas é uma prenda demasiado simples... Enfim, sou uma complicada, podem dizer...

O problema é que, normalmente, as prendas que recebo são tão espetaculares que sinto que não consigo elevar (ou mesmo manter) a fasquia, e fico com receio de que a minha prenda não transpareça a mensagem que quero transmitir.

Há quem diga que é mais difícil oferecer prendas a um homem, que a uma mulher é mais fácil de agradar... Será mesmo esse o motivo? Ou será porque nós temos mais "interesses materiais" e mais hobbies que os homens? E será mesmo verdade que somos mais fáceis de satisfazer?

Até hoje, acredito que nenhuma prenda que ofereci me correu mal... mas as ideias fantásticas começam a esgotar-se...