16 de maio de 2013

Porque é que eu tenho de ouvir a tua música?

Para quem não sabe, eu tive formação na área da música; não sou uma especialista mas estudei alguns anos num conservatório de música perto da minha casa. A minha formação foi maioritariamente clássica, mas isso não significa que não saiba apreciar outros estilos de música. Aliás, ultimamente a música clássica nem tem parado muito nas minhas playlists...
Mas vamos ao que interessa: apesar de ser apreciadora de diversos "estilos" de música, não tenho disposição para ouvir todos esses "estilos" no mesmo momento, isto é, para mim cada dia ou situação tem um estilo de música associado, seja pela actividade que estou a fazer ou pelo meu estado de espírito.

Se eu tivesse nascido há uns bons anos atrás, estava bem tramada... Das duas, uma: ou obrigava todas as pessoas à minha volta a ouvirem a música que eu queria, ou era eu que cedia perante a vontade de outros... Isto porquê? Ora, porque não existia aquela maravilhosa invenção de John Koss (segundo a Wikipedia) chamada auriculares! Ou headphones, ou phones, para os mais internacionalizados.

Pois é, essa maravilha que os "jovens" de hoje em dia (xiiii pareço uma velha a falar) tendem a desprezar, simplesmente porque acham mais interessante partilhar os seus gostos musicais com o resto do mundo...

Então e se eu não gostar da música que vocês, "jovens sem auscultadores", decidem escolher como banda sonora para a minha viagem de autocarro?

Acho que vou arranjar daqueles phones baratinhos e pequeninos que se dão nos comboios e em alguns autocarros, e começar a oferecer a essas pessoas... Ah, e já agora aproveito para oferecer também ao núcleo juvenil oposto, aqueles que gostam taaaanto de auscultadores que andam com uns do tamanho da palma da minhas mãos...


Ps: desculpem a demora num novo post, mas tenho andado com uma crise de ideas... se quiserem fazer sugestões de temas que gostassem que eu falasse, deixem nos comentários aqui ou no facebook, assim já me dão uma ajudinha...

26 de abril de 2013

E o branco, é cor de menina ou de menino?

Quando eu era pequenina, havia um hábito que eu nunca percebi e que hoje em dia, felizmente, se está a perder.
Esse hábito era...
      (rufar de tambores)
            ... vestir as meninas de rosa e os meninos de azul! Vamos lá analisar isso...

Ora, quem foi que teve essa ideia estapafúrdia brilhante de usar as cores para discriminar (no sentido de identificar) o género de um bebé ou de uma criança? Será que essa pessoa teve um casalinho de gémeos e, a certa altura, achou que seria mais fácil saber quem era quem se vestisse sempre a menina de rosa e o menino de azul?

Devo dizer que sou muitíssimo suspeita para vir para aqui falar deste assunto, uma vez que o cor-de-rosa está na minha lista de cores a odiar (acho que é mesmo a única na lista), mas talvez este ódio tenha proveniência exactamente neste esterótipo...

Eu explico: durante alguns anos, o rosa fez parte da palete de cores do meu armário: eram fitas, camisolas, saias, collants, etc... as malas e os materiais da escola nessa altura eram cor-de-rosa... quando faziamos trabalhos manuais com folhas coloridas, as meninas ficavam com as folhas rosa e os meninos com as azuis... os brinquedos mais "femininos" tinham sempre um toque rosinha... Bem, há quem diga que eu gosto de ter opiniões próprias, mas há também quem diga que eu sou do contra (é tudo o mesmo)... estava-se mesmo a ver que aqui a Joana ia começar a não gostar do rosa... então eu, que era totalmente contra a ideia das meninas serem mais frágeis, doces e indefesas e que achava que o cor-de-rosa defendia exatamente essa ideia...

Enfim, parece que essa tendência está a mudar nas crianças, jovens e adultos... Mas será que alguma vez vai mudar para os bebés? Será que, nalgum dia que estará para vir, iremos oferecer botinhas azuis a uma menina e rosa a um menino?

PS: E relativamente às outras cores, também há de menina e de menino? É só para saber se me tenho andado a vestir apropriadamente...

23 de abril de 2013

É mesmo à portuguesa #3

Maria vai com as outras

D.Maria I, que era mãe de D. João VI, foi considerada incapaz de governar por ter uma doença mental, sendo afastada em 1792. Passou então a viver recolhida e era vista apenas quando saía para passear a pé. Devido ao seu estado, D.Maria I, a Louca, nunca ia só, saindo sempre com inúmeras damas de companhia. O povo, quando a via levada pelas damas, comentava: lá vai D.Maria com as outras. Actualmente, esta expressão designa  uma pessoa destituída de vontade e opinião próprias e que se deixa levar pelos outros.

18 de abril de 2013

Então e porque não vamos ajudar alguém?

Estão fartos que eu só diga mal? Então este post é para vocês!

Costuma dizer-se que o povo português é muito solidário (aliás, a palavra "solidariedade" era para ser a palavra do ano, não fosse andarmos todos "entroikados"...) e que está sempre disponível para se mover por uma boa causa...

Vamos provar isso então?

No próximo sábado, dia 20 de Abril, entre as 10h e as 18h, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa - vamos ajudar o Rodrigo, que tem leucemia e que precisa urgentemente de um dador de medula compatível.

Podem encontrar toda a informação aqui, sobre como podem ajudar...

Eu já estou inscrita no CEDACE, e não custou nada... Se eu não tive dúvidas nisso, não as tenham também! (sim, parece uma frase feita, mas foi o que me saiu...)

16 de abril de 2013

Como será a moda daqui a 100 anos?

Eu não percebo muito de moda (e quem diz moda, diz design), mas sempre foi uma área que me fascinou... Principalmente pelo facto de haver alguém que "dita as regras" e de todos as seguirem como cordeirinhos, sem perceberem que alguma peças ficam melhor em certos formatos de corpo.

Nunca me virei para esse lado e, no entanto, acho que sei conjugar peças e acessórios melhor do que muita gente... Posso pecar pela simplicidade, mas pelo menos não peco pelo choque visual!

Ora, a moda que eu venho aqui falar não é a que se desenvolve na alta costura, mas sim da que se vê nas ruas... Dizem que o modo de vestir dos nossos avós é parecido com o que eles usavam com a nossa idade mas mais descontraído, logo, o que usamos hoje terá uma grande influência no que iremos usar com a idade deles...

Medo... muito medo...

Se hoje em dia é só calças descaídas, pneuzinhos à mostra, decotes profundos, cor-de laranja com rosa choque, ténis com salto alto, camisolas a fazer de vestidos e calções a mostrar a nádega, então acho que no futuro vou ser uma senhora muuuuuito conservadora...

11 de abril de 2013

É mesmo à portuguesa #2

Confundir/misturar alhos com bugalhos

Para quem não sabe, um bugalho é uma excrescência de forma arredondada que se forma em algumas árvores (carvalhos, sobreiros e azinheiras) na sequência do depósito, num dos seus ramos, de uma larva de vespa. A vespa desenvolve-se e alimenta-se no interior do bugalho, onde passa por todas as fases da sua metamorfose. A rima de alho com bugalho e a possível semelhança entre as duas coisas terá motivado essa expressão, que significa confundir ou trocar coisas semelhantes.


Curiosidades: 
1) em Portugal era frequente as crianças utilizarem bugalhos como berlindes;
2) os bugalhos têm sido utilizados na produção de tinta desde o tempo do Império Romano.

 

8 de abril de 2013

E se eu não tiver experiência profissional?

Não sei se diga que estou desempregada, se diga que estou à procura de emprego, uma vez que nunca trabalhei a sério... quer dizer, estive 1 ano com uma bolsa de investigação, se quiserem considerar isso um trabalho... também trabalhei nas férias há uns bons anos atrás, mas onde isso já vai...

Enfim, ando à procura de trabalho e tem sido complicado. Na minha área de estudos (química), não se encontram muitos anúncios por aí... a não ser para dar explicações, ahhh, isso é às resmas! O problema é que eu não me dou muito bem como professora, acho que não tenho muita paciência... talvez isso venha com a idade...

Como eu estava a dizer, agora que procuro trabalho, os anúncios não abundam, e os que ainda vou apanhando na internet ou nos jornais, dão a ideia que procuram pessoas com dois doutoramentos, um mínimo de 3 anos de experiência numa área específica, que saibam falar 4 línguas, que façam exercício físico regular, que tenham um talento escondido, tipo cantar ou representar, que queiram passar a vida a viajar, que gostem de trabalhar até às quinhentas e, vejam bem, que mesmo assim tenham uma vida social!!! Ora, quem queremos nós enganar? Com o tempo todo que teríamos de investir para termos um currículo destes, ter uma vida social... só se fosse pelo Facebook!!

Antigamente, os patrões preferiam pessoas que não tivessem tido experiência noutros locais... Eram trabalhadores mais atentos, mais dedicados, não traziam hábitos/manias de outros empregos e eram mais fáceis de moldar... Agora não, querem pessoas que já saibam fazer o trabalho, para que eles não precisem de se dar ao trabalho de explicar...

Não tenho experiência profissional porque não arranjo trabalho e não arranjo trabalho porque não tenho experiência profissional.

Acho que vou para dona de casa...