26 de janeiro de 2014

Anotação rápida #1

Sabem aquele momento em que passamos por um acidente e, mesmo sabendo que pode ser grave, não conseguimos desviar o olhar?
Ou o instante em que vemos um título macabro numa notícia e não descansamos enquanto não a lermos?

Pois... Alguém me consegue explicar essa curiosidade mórbida pela desgraça alheia de que todos nós padecemos? Gostava de perceber...

22 de janeiro de 2014

Em média, existem 178 sementes de sésamo em cada pão de Big Mac...

Pois é, hoje vou falar num assunto muito interessante e muito polémico ao mesmo tempo, uma vez que pode ser muito útil mas também pode ser bastante manipulado... isso mesmo, estou a falar das estatísticas! 

Estava eu a ouvir uma notícia há uns dias atrás sobre segurança rodoviária quando me apercebi que nenhum dos valores estatísticos mencionados faziam qualquer sentido. Não que estivessem necessariamente errados, mas a informação que estava a ser transmitida não era suficiente para tirar qualquer conclusão sobre o assunto.
Foi nessa altura que me senti um pouquinho mais inteligente e, ao mesmo tempo, a levar figurativamente com areia nos olhos... tanto tempo a estudar Probabilidades e Estatística na faculdade estavam finalmente a servir para eu perceber o poder das estatísticas na minha vida...

Quantos de nós já partilharam com alguém a leitura daqueles artigos com estatísticas curiosas sem, no entanto, verificar se estas têm algum fundamento?

Não se deixem enganar! Vamos lá deixar de ser um povo ingénuo que se contenta em saber meia dúzia de factos engraçados e começar a analisar as estatísticas que nos entram pelos ouvidos adentro só para nos calar ou fazer mudar de opinião...

15 de janeiro de 2014

Interlúdio existencial #1

Ando sem dúvidas... Não, não é por ter muitas certezas, é simplesmente porque não me tenho perguntado nada... Ou não me têm perguntado nada...
Preciso que me perguntem alguma coisa, preciso de conversas desafiantes, de devaneios filosóficos, de questões nunca antes elaboradas...
Preciso de pensar e, sobretudo, de pessoas que pensem comigo, que se entreguem à batalha dos diálogos provocantes, que firam as minhas teses e teorias mais vincadas com palavras acutilantes...
Preciso de pessoas, não de gente; preciso de perguntas, não de respostas...
Não me quero conformar, não me vou conformar!
...

Ando sem dúvidas e, no entanto, as poucas que tenho já pesam tanto...

9 de janeiro de 2014

É mesmo à portuguesa #4

                                       Não entendi patavina
Esta expressão tem duas possíveis origens. A primeira, diz que, há muitos anos atrás, os portugueses não conseguiam entender o que diziam os frades italianos provenientes da cidade de Pádua, os patavinos, dizendo então que “não entendiam patavina”. A outra história fala em Tito Lívio, que era um historiador romano nascido em 64 A.C.; este tinha o hábito de registar as suas obras usando palavras do dialeto da cidade onde nascera, Pádua (que na altura se chamava Patavium), e não o latim, que era mais comum na altura; por esse motivo, muitos italianos não conseguiam entender o que o historiador escrevia. Hoje em dia, esta expressão é usada para descrever alguém que tem dificuldade em entender alguma coisa.

2 de janeiro de 2014

Carta ao Pai Natal... ou então não...


Pois, eu sei que o Natal já passou... E não, não vou usar o cliché de dizer  que “o natal é quando o Homem quiser”... Na verdade, a reflexão que segue deriva de uma conversa que tive na passagem de ano e que me deu vontade de vir aqui e escrever um pouco...

Voltando ao título... Não me recordo sinceramente de alguma vez ter acreditado no Pai Natal. Na minha casa, tínhamos uma versão mais católica e por isso consideravam-se as prendas como uma oferta do “Menino Jesus” e não oferecidas por um homem barbudo vestido de vermelho...
É possível que a certo ponto até tenha acreditado neste mito natalício – nota mental: perguntar aos meus pais! – e que agora não me lembre, mas acho pouco provável... É que desde pequena sempre tive uma mente muito científica, procurando o porquê de tudo o que acontecia à minha volta. Ora, para já não cabia na cabeça de ninguém que uma pessoa que não me conhecia, que nem conhecia os meus gostos, me desse um presente que eu tanto desejava e que o fizesse com todos os meninos e meninas que eu conhecia... Em segundo lugar, como é que o Pai Natal conseguia distribuir tanto presente em tão pouco tempo? É que já nem digo em 1 noite, porque eu via os meus presentes debaixo da árvore uma semana ou mais antes do Natal, mas vá, em 1 mês...? Então e os Pais Natais todos que eu via nos centros comerciais? E nem vamos falar da história da chaminé, porque a não ser que ele conseguisse descer por um exaustor, não o estava a ver a conseguir entrar em minha casa...
Enfim, quando finalmente percebi o simbolismo da troca de prendas (derivada da história de S. Nicolau) tudo começou a fazer mais sentido. Porém, acho que nessa altura decidi fazer um favor a muitos colegas e amigos e não revelar a mais dura das verdades que existe para uma criança cheia de sonhos ...

Fico a pensar, se algum dia tiver filhos, como vou conseguir fazer com que eles acreditem numa coisa que eu nunca(?) acreditei... Ou se vou querer que eles acreditem nisso... Se calhar, faço como o Kevin do “Sozinho em casa” e digo-lhes que Pai Natal só há um, mas que os outros (homens barbudos e pais babados) trabalham para ele...

E vocês, quando deixaram de acreditar no Pai Natal? 


4 de junho de 2013

O que é que antes de ser, já o era?

Não, não é a pescada, mas podia ser... Já lá vamos...

Há já algum tempo que não venho cá apontar o dedo à nossa querida língua portuguesa. Não me interpretem mal, se há coisa que eu gosto é de falar e escrever em português, mas não consigo deixar de querer compreender o porquê de cada palavrinha ou expressão que uso. Como diz o outro (este tal "outro" diz muita coisa), gosto de esmiuçar até encontrar uma justificação que me satisfaça a curiosidade.

Ora, estava eu no outro dia a preparar o meu jantar, quando me pus a divagar cá com os meus botões; veio-me então à ideia uma questão que, volta e meia, aparece na minha cabecinha pensativa...

Será mais correcto dizer "a comida" ou "o comer"?

Ora, a primeira não me parece bem, pois se ainda não foi comida, como pode chamar-se "comida"? (ver título) A segunda, por outro lado, parece um verbo que foi mal adaptado, passando a usar-se como substantivo, talvez por quem achasse que chamar-lhe "comida" não fizesse sentido...

Nunca consegui decidir que palavra usar, pois nenhuma me parece a correcta... Vamos então a votos, que palavra acham mais acertada, "a comida" ou "o comer"? Toca a dar opiniões, que é para ver se eu me decido (podem deixá-las aqui ou no facebook).

16 de maio de 2013

Porque é que eu tenho de ouvir a tua música?

Para quem não sabe, eu tive formação na área da música; não sou uma especialista mas estudei alguns anos num conservatório de música perto da minha casa. A minha formação foi maioritariamente clássica, mas isso não significa que não saiba apreciar outros estilos de música. Aliás, ultimamente a música clássica nem tem parado muito nas minhas playlists...
Mas vamos ao que interessa: apesar de ser apreciadora de diversos "estilos" de música, não tenho disposição para ouvir todos esses "estilos" no mesmo momento, isto é, para mim cada dia ou situação tem um estilo de música associado, seja pela actividade que estou a fazer ou pelo meu estado de espírito.

Se eu tivesse nascido há uns bons anos atrás, estava bem tramada... Das duas, uma: ou obrigava todas as pessoas à minha volta a ouvirem a música que eu queria, ou era eu que cedia perante a vontade de outros... Isto porquê? Ora, porque não existia aquela maravilhosa invenção de John Koss (segundo a Wikipedia) chamada auriculares! Ou headphones, ou phones, para os mais internacionalizados.

Pois é, essa maravilha que os "jovens" de hoje em dia (xiiii pareço uma velha a falar) tendem a desprezar, simplesmente porque acham mais interessante partilhar os seus gostos musicais com o resto do mundo...

Então e se eu não gostar da música que vocês, "jovens sem auscultadores", decidem escolher como banda sonora para a minha viagem de autocarro?

Acho que vou arranjar daqueles phones baratinhos e pequeninos que se dão nos comboios e em alguns autocarros, e começar a oferecer a essas pessoas... Ah, e já agora aproveito para oferecer também ao núcleo juvenil oposto, aqueles que gostam taaaanto de auscultadores que andam com uns do tamanho da palma da minhas mãos...


Ps: desculpem a demora num novo post, mas tenho andado com uma crise de ideas... se quiserem fazer sugestões de temas que gostassem que eu falasse, deixem nos comentários aqui ou no facebook, assim já me dão uma ajudinha...