Porque é que certas pessoas que acompanham uma série, novela ou sequência de filmes têm aquela necessidade de ler sobre o que vai acontecer a seguir? Para mim, saber o que vai acontecer tira todo o suspense (que em alguns casos já é pouco) do momento da "observação" da dita fita...
Não estou a falar em trailers que, se forem bem feitos, têm como objectivo captar a nossa atenção... Estou a falar daqueles sites/revistas/afins que contam o que se vai passar nos próximos episódios...
Por acaso, quando lêem um livro, também vão umas páginas mais à frente ver como vai decorrer a história?
Ora, estava eu no meu caminho para o ginásio a pensar cá com os meus botões que devia parecer um chouriço por causa da quantidade de roupa que tinha vestida e que o efeito do ginásio não deve ser muito evidente quando te "enrolas" em roupa de inverno, quando passou por mim um carro com dois (passo a expressão) "labregos" com ar de quem nunca esteve a menos de 5 metros de um espécime do género feminino, que me gritaram «Queres boleia?». (desculpem lá a frase à Saramago...)
Nesse instante, apercebi-me de uma série de factos que me deixaram perturbada; aqui vão eles:
1) Ainda há quem use esse cliché? Será que ainda funciona?
2) Devo sentir-me lisonjeada por terem reparado em mim ou indignada por terem a lata de o fazer?
3) Tendo em conta o facto de estarem dois indivíduos no carro, só pode tratar-se de uma atitude de competição com vista a obter aquele certificado de "macho alfa" que tantos homens anseiam.
4) Das duas uma, ou sou muito feia ou fiz uma cara muito má porque eles seguiram caminho a toda a velocidade...
5) Será que era alguém que eu conhecia?... uhmm, espero que não...
6) Vais parar ao meu blog, ah vais...
Portanto, senhores "labregos" do carrinho a grande velocidade, não quero a vossa boleia, obrigado por perguntarem, para a próxima fiquem para ouvir a resposta... não sei é se vos vai agradar...
Pois é, hoje vou falar num assunto muito interessante e muito polémico ao mesmo tempo, uma vez que pode ser muito útil mas também pode ser bastante manipulado... isso mesmo, estou a falar das estatísticas!
Estava eu a ouvir uma notícia há uns dias atrás sobre segurança rodoviária quando me apercebi que nenhum dos valores estatísticos mencionados faziam qualquer sentido. Não que estivessem necessariamente errados, mas a informação que estava a ser transmitida não era suficiente para tirar qualquer conclusão sobre o assunto. Foi nessa altura que me senti um pouquinho mais inteligente e, ao mesmo tempo, a levar figurativamente com areia nos olhos... tanto tempo a estudar Probabilidades e Estatística na faculdade estavam finalmente a servir para eu perceber o poder das estatísticas na minha vida...
Quantos de nós já partilharam com alguém a leitura daqueles artigos com estatísticas curiosas sem, no entanto, verificar se estas têm algum fundamento?
Não se deixem enganar! Vamos lá deixar de ser um povo ingénuo que se contenta em saber meia dúzia de factos engraçados e começar a analisar as estatísticas que nos entram pelos ouvidos adentro só para nos calar ou fazer mudar de opinião...
Ando sem dúvidas... Não, não é por ter muitas certezas, é simplesmente porque não me tenho perguntado nada... Ou não me têm perguntado nada...
Preciso que me perguntem alguma coisa, preciso de conversas desafiantes, de devaneios filosóficos, de questões nunca antes elaboradas...
Preciso de pensar e, sobretudo, de pessoas que pensem comigo, que se entreguem à batalha dos diálogos provocantes, que firam as minhas teses e teorias mais vincadas com palavras acutilantes...
Preciso de pessoas, não de gente; preciso de perguntas, não de respostas...
Não me quero conformar, não me vou conformar!
...
Ando sem dúvidas e, no entanto, as poucas que tenho já pesam tanto...
Esta expressão tem duas possíveis origens. A primeira, diz que, há muitos anos atrás, os portugueses não conseguiam entender o
que diziam os frades italianos provenientes da cidade de Pádua, os patavinos, dizendo então que “não entendiam patavina”. A outra história fala em Tito Lívio, que era um historiador romano nascido em 64 A.C.; este tinha o hábito de
registar as suas obras usando palavras do dialeto da cidade onde
nascera, Pádua (que na altura se chamava Patavium), e não o latim, que eramais comum na altura; por esse
motivo, muitos italianos não conseguiam entender o que o historiador
escrevia. Hoje em dia, esta expressão é usada para descrever alguém que tem dificuldade em entender alguma coisa.
Pois, eu sei que o Natal já passou... E não, não vou usar o cliché de
dizer que “o natal é quando o Homem
quiser”... Na verdade, a reflexão que segue deriva de uma conversa que tive na
passagem de ano e que me deu vontade de vir aqui e escrever um pouco...
Voltando ao título... Não me recordo sinceramente de alguma vez ter
acreditado no Pai Natal. Na minha casa, tínhamos uma versão mais católica e por
isso consideravam-se as prendas como uma oferta do “Menino Jesus” e não
oferecidas por um homem barbudo vestido de vermelho...
É possível que a certo
ponto até tenha acreditado neste mito natalício – nota mental: perguntar aos
meus pais! – e que agora não me lembre, mas acho pouco provável... É que desde
pequena sempre tive uma mente muito científica, procurando o porquê de tudo o
que acontecia à minha volta. Ora, para já não cabia na cabeça de ninguém que
uma pessoa que não me conhecia, que nem conhecia os meus gostos, me desse um
presente que eu tanto desejava e que o fizesse com todos os meninos e meninas
que eu conhecia... Em segundo lugar, como é que o Pai Natal conseguia
distribuir tanto presente em tão pouco tempo? É que já nem digo em 1 noite,
porque eu via os meus presentes debaixo da árvore uma semana ou mais antes do
Natal, mas vá, em 1 mês...? Então e os Pais Natais todos que eu via nos centros
comerciais? E nem vamos falar da história da chaminé, porque a não ser que ele
conseguisse descer por um exaustor, não o estava a ver a conseguir entrar em
minha casa...
Enfim, quando finalmente percebi o simbolismo da troca de prendas
(derivada da história de S. Nicolau) tudo começou a fazer mais sentido. Porém,
acho que nessa altura decidi fazer um favor a muitos colegas e amigos e não
revelar a mais dura das verdades que existe para uma criança cheia de sonhos ...
Fico a pensar, se algum dia tiver filhos, como vou conseguir fazer com
que eles acreditem numa coisa que eu nunca(?) acreditei... Ou se vou querer
que eles acreditem nisso... Se calhar, faço como o Kevin do “Sozinho em casa” e digo-lhes que Pai
Natal só há um, mas que os outros (homens barbudos e pais babados) trabalham
para ele...
E vocês, quando deixaram de acreditar no Pai Natal?