19 de fevereiro de 2014

O amor faz-nos parecer tolinhos... (revisitado)

(Andava eu a arrumar "tralha" no computador, quando encontrei alguns textos perdidos que escrevi há muito tempo atrás... Este foi um dos que me chamou mais a atenção... É incrível, passaram sete anos e, apesar de todas as cenas que aconteceram, não mudava uma palavra... O que posso dizer? Há certas coisas em que não tenho dúvidas...)

Hoje certas pessoas têm dificuldade em acreditar na durabilidade dos sentimentos, principalmente no amor... Já não acreditam que existam pessoas predestinadas, já não acreditam que podemos encontrar a outra metade, já não acreditam no “viveram felizes para sempre”... Enfim, falta-lhes um pouco de fé nelas próprias e no resto do mundo... Estão cada vez mais presas à terra, e com raízes tão profundas que já nem se tentam libertar... Dizem que é a sociedade que os faz assim, são as histórias que outras pessoas já viveram, as estatísticas que lhes chegam pelos media, o realismo que se vêem obrigados a seguir sabe-se lá por quem...  

Já não SONHAM!!! E já não VIVEM OS SONHOS!!!

Porquê? Porque deixámos de acreditar nas nossas capacidades de sermos felizes para sempre?
E atenção: o ser feliz para sempre não é o ser feliz sempre; todos temos momentos bons e momentos menos bons, mas estes servem para dar mais valor aos primeiros...
Mesmo assim, todos dizem “saber” que um dia vão acabar sozinhos, ou se vão divorciar, ou vão ser traídos/trair, ou qualquer situação semelhante... Ninguém diz “sei que um dia, daqui a muitos anos, ainda vou ser feliz com a pessoa que amo”...

Alguém me sabe explicar porquê? Mas uma explicação de coração, uma resposta interior, sem fundamento “científico”... O amor não deve ser uma ciência... porque se o transformarmos numa ciência tiramos-lhe a beleza, o misticismo, a simplicidade, e desprezamos a arte e a sabedoria de quem ama com todo o seu ser, de quem ama para sempre...

Já li algumas coisas sobre comportamentos internos do organismo e acção de hormonas que têm influência no amor, na paixão, no relacionamento a longo prazo, e mesmo assim não deixo de sonhar... Façam o mesmo... Nunca deixem de acreditar que um dia tudo será como sonharam... Não tenham medo de fazer planos... E se eles não derem certo, reciclem os vossos sonhos e neles vão encontrar força para começar de novo...

Chamem-me sonhadora, ingénua, iludida. Eu faço planos. Não tenho medo do que aí vem. Sei que não posso fugir. Mas não desisto do que quero. E luto. Até ao fim.

Ah, e eu amo para sempre. Mesmo sem saber quanto vai durar esse “sempre”.

13 de fevereiro de 2014

Dia dos Namorados (homens, isto é para vocês!)

Pensei fugir ao tema, mas acho que já estava na altura de um momento cliché neste blog...

O meu objectivo com este texto é ajudar os homens a compreender a importância do Dia dos Namorados para algumas mulheres (não posso falar por todas...) e, uma vez que neste momento não tenho um dito espécime com quem partilhar esta ideia, partilho com vocês!

Muitos indivíduos do sexo masculino dão pulos de contentes quando iniciam uma relação com uma mulher que diz que o Dia dos Namorados é uma festividade fruto do consumismo moderno. Os homens vêem nisto uma indicação de que não terão de celebrar esse dia, nem de comprar presentes, nem sequer de se lembrar que essa data existe... Errado!

Quando uma mulher diz que não dá importância ao Dia dos Namorados, ela pode querer dizer duas coisas: 
1) que não sente necessidade de fazer uma festa de arromba e receber um anel de diamantes para se sentir amada;
2) que está a enganar-se a ela própria para manter as expectativas baixas, de maneira a que se o namorado se esquecer, vai sentir-se menos mal.

Pois é, o Dia dos Namorados é como o Natal: todos criticam o consumismo exagerado na compra de presentes, mas depois ficam tristes se não recebem pelo menos uma prendinha simbólica da sua cara metade...

Por isso, homens, confiem em mim: vão fazer um brilharete se se lembrarem deste dia e o celebrarem com um gesto simples, bonito e com significado... Às vezes, uma flor é mesmo o suficiente...


PS: 10 pontos para quem perceber a imagem...

2 de fevereiro de 2014

Anotação rápida #2

Porque é que certas pessoas que acompanham uma série, novela ou sequência de filmes têm aquela necessidade de ler sobre o que vai acontecer a seguir? Para mim, saber o que vai acontecer tira todo o suspense (que em alguns casos já é pouco) do momento da "observação" da dita fita...

Não estou a falar em trailers que, se forem bem feitos, têm como objectivo captar a nossa atenção... Estou a falar daqueles sites/revistas/afins que contam o que se vai passar nos próximos episódios...

Por acaso, quando lêem um livro, também vão umas páginas mais à frente ver como vai decorrer a história?

27 de janeiro de 2014

Olhó piropo! (ou coisa do género...)

Ora, estava eu no meu caminho para o ginásio a pensar cá com os meus botões que devia parecer um chouriço por causa da quantidade de roupa que tinha vestida e que o efeito do ginásio não deve ser muito evidente quando te "enrolas" em roupa de inverno, quando passou por mim um carro com dois (passo a expressão) "labregos" com ar de quem nunca esteve a menos de 5 metros de um espécime do género feminino, que me gritaram «Queres boleia?». (desculpem lá a frase à Saramago...)

Nesse instante, apercebi-me de uma série de factos que me deixaram perturbada; aqui vão eles:

1) Ainda há quem use esse cliché? Será que ainda funciona?
2) Devo sentir-me lisonjeada por terem reparado em mim ou indignada por terem a lata de o fazer?
3) Tendo em conta o facto de estarem dois indivíduos no carro, só pode tratar-se de uma atitude de competição com vista a obter aquele certificado de "macho alfa" que tantos homens anseiam.
4) Das duas uma, ou sou muito feia ou fiz uma cara muito má porque eles seguiram caminho a toda a velocidade...
5) Será que era alguém que eu conhecia?... uhmm, espero que não...
6) Vais parar ao meu blog, ah vais...

Portanto, senhores "labregos" do carrinho a grande velocidade, não quero a vossa boleia, obrigado por perguntarem, para a próxima fiquem para ouvir a resposta... não sei é se vos vai agradar...

26 de janeiro de 2014

Anotação rápida #1

Sabem aquele momento em que passamos por um acidente e, mesmo sabendo que pode ser grave, não conseguimos desviar o olhar?
Ou o instante em que vemos um título macabro numa notícia e não descansamos enquanto não a lermos?

Pois... Alguém me consegue explicar essa curiosidade mórbida pela desgraça alheia de que todos nós padecemos? Gostava de perceber...

22 de janeiro de 2014

Em média, existem 178 sementes de sésamo em cada pão de Big Mac...

Pois é, hoje vou falar num assunto muito interessante e muito polémico ao mesmo tempo, uma vez que pode ser muito útil mas também pode ser bastante manipulado... isso mesmo, estou a falar das estatísticas! 

Estava eu a ouvir uma notícia há uns dias atrás sobre segurança rodoviária quando me apercebi que nenhum dos valores estatísticos mencionados faziam qualquer sentido. Não que estivessem necessariamente errados, mas a informação que estava a ser transmitida não era suficiente para tirar qualquer conclusão sobre o assunto.
Foi nessa altura que me senti um pouquinho mais inteligente e, ao mesmo tempo, a levar figurativamente com areia nos olhos... tanto tempo a estudar Probabilidades e Estatística na faculdade estavam finalmente a servir para eu perceber o poder das estatísticas na minha vida...

Quantos de nós já partilharam com alguém a leitura daqueles artigos com estatísticas curiosas sem, no entanto, verificar se estas têm algum fundamento?

Não se deixem enganar! Vamos lá deixar de ser um povo ingénuo que se contenta em saber meia dúzia de factos engraçados e começar a analisar as estatísticas que nos entram pelos ouvidos adentro só para nos calar ou fazer mudar de opinião...

15 de janeiro de 2014

Interlúdio existencial #1

Ando sem dúvidas... Não, não é por ter muitas certezas, é simplesmente porque não me tenho perguntado nada... Ou não me têm perguntado nada...
Preciso que me perguntem alguma coisa, preciso de conversas desafiantes, de devaneios filosóficos, de questões nunca antes elaboradas...
Preciso de pensar e, sobretudo, de pessoas que pensem comigo, que se entreguem à batalha dos diálogos provocantes, que firam as minhas teses e teorias mais vincadas com palavras acutilantes...
Preciso de pessoas, não de gente; preciso de perguntas, não de respostas...
Não me quero conformar, não me vou conformar!
...

Ando sem dúvidas e, no entanto, as poucas que tenho já pesam tanto...